A sugestão desta semana é um dos filmes que marcaram a história do cinema. Em diversos aspectos, "Nosferatu" ou o seu nome original "Nosferatu, Eine Symphonie des Grauens de F.W. Murnau", de 1922 – o cinema alemão no seu melhor. Argumento adaptado a partir da obra de Bram Stocker Drácula, embora com o nome dos personagens e lugares alterados, pois os herdeiros da obra de Stocker não autorizaram a adaptação ao cinema de Drácula.
Murnau, um dos realizadores mais importantes da era do cinema mudo e do cinema expressionista alemão, cria uma obra desconcertante neste Nosferatu, com o actor Max Schreck a encarnar o Conde Orlock, e um jogo magistral de luz e sombras. Uma densidade sufocante neste filme. Murnau consegue várias das mais belas sequências do cinema mundial, as quais, ainda hoje, perduram no imaginário de muitos cinéfilos. E consegue, com Nosferatu, transfigurar o vampiro; isto é, com o actor Max Schreck, Nosferatu é isso mesmo, o Vampiro, não existe a ocultação da natureza maligna do vampiro. Murnau consegue ser a síntese estética do horror, o horror expressa-se em si e para si, com Nosferatu. Poderia escrever mais umas palavras sobre este fabuloso clássico do cinema, mas somente direi isto: "Os fantasmas da noite parecem reviver das sombras…" Sugestão de visionamento: Ver o filme em silêncio no escuro. Ouvir, com atenção, a banda sonora e a narrativa… é um filme mudo.
Por Hernâni Duarte Maria

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