Um milhão de visitantes. 27 exposições temporárias. 18 publicações. 600 novas peças. Quatro anos. Sim, o MUDE – Museu do Design e da Moda de Lisboa celebrou ontem, dia 21 de maio de 2013, quatro anos de existência. "Um projeto de museologia singular" para Bárbara Coutinho, a diretora do MUDE, que vê o espólio da coleção Francisco Capelo como uma "mais valia", nacional e internacional e, em particular para o museu, que representa uma componente "forte na identidade da cidade" de Lisboa. E uma vez que o objetivo é "conseguirmos chegar até ao topo", Bárbara Coutinho fala sobre o projeto de reabilitação do imponente edifício de 15 mil m2, a apresentar no próximo dia 1 de julho à Câmara Municipal de Lisboa.
De acordo com o plano, o piso 0 é transformado numa enorme loja a que a diretora do MUDE chamou de "Fnac do design", de portas abertas para as ruas da Prata, de São Julião e a do Comércio, com uma área destinada à leitura, mantendo o imenso balcão do Banco Nacional Ultramarino; no piso 1 permanecem as áreas administrativas do MUDE e a sala Pereira Coutinho passa a funcionar como centro de documentação, o qual inclui o espólio documental do Centro Português do Design; no piso 2 "vamos manter a estética de Daciano da Costa e António Garcia", nas palavras de Bárbara Coutinho, quando se refere ao auditório desenhado por ambos, e abrir uma cafetaria, uma área educativa e residências para designers e outros para aluguer; o piso três fica reservado a uma exposição permanente; o piso 4 destina-se às reservas que se estendem ao piso 5, para onde está também prevista a cozinha do futuro restaurante, que ocupará o piso 6 – "um desafio que deixo para os designers", revela Bárbara Coutinho. A esplanada, no último piso, é "deixada em aberto…"
Quanto à programação, está prevista uma exposição sobre Miguel Arruda para 30 deste mês, o lançamento de um novo catálogo de Eduardo Afonso Dias e Francisco Providência para o último trimestre de 2013 e uma instalação do reconhecido designer de moda nacional, Felipe Oliveira Baptista, atual diretor criativo da Lacoste. Em paralelo, estão acertadas as parecerias com a Fábrica Benetton e a Trienal de Arquitetura. O Made in Portugal continua, desta vez com os caiaques Nelo, que fomentam uma composição curiosa nas paredes da entrada do MUDE, mas só até finais de agosto, pois em setembro o protagonismo cabe às bicicletas My Bikes. Para 2014 está programada uma instalação do writer de graffiti André Saraiva, uma exposição sobre os 20 anos da Universidade Técnica de Lisboa, entre outras ações a não perder. Parabéns MUDE!

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