20 dezembro 2013

Crafts & Design / Jardim da Estrela


Regressa ao Jardim da Estrela, em Lisboa, o mercado Crafts & Design, para uma edição especial de Natal nos próximos dias 21 e 22 de dezembro, das 10h00 às 18h00. O tema deste mercado é "Back for Christmas" e promete encher de espírito natalício o Jardim da Estrela. 
O objetivo deste mercado é dar a conhecer projetos de autor nas áreas do design, artesanato contemporâneo, moda, decoração, joalharia, ilustração, entre outros mais. Originalidade e qualidade são premissas, e estarão presentes cerca de 70 criadores que esperam pela sua visita… Um mercado perfeito para as suas compras de Natal. 
Uma organização de Arquitexturas® que contará ainda com a instalação sonora e visual de Joana Ribeiro, a partir das 17h00 de domingo, com o nome "Projecto Roulote". Passe pelo Jardim da Estrela, este fim de semana. Boas compras!

New album: "Diffraction/ Refraction" / YCWCB

Dia 20 de janeiro de 2014, os portugueses You Can't Win, Charlie Brown (YCWCB) editam novo álbum com o título "Diffraction/ Refraction". É o segundo álbum de originais da banda depois de "Chromatic" (2011) e da recriação dos Velvet Underground (2012), com uma sonoridade que já não precisa de legendas e com os músicos do costume: Afonso Cabral (voz, piano e guitarras), Salvador Menezes (voz, guitarra acústica e baixo), David Santos (voz, teclados e metalofones), Luís Costa (guitarra elétrica), Tomás Sousa (bateria) e João Gil (guitarra acústica e teclados). Um trabalho que mistura folk e eletrónica de uma forma mais madura, com boa diversidade rítmica que já lhes é comum. "Diffraction/ Refraction" foi inteiramente produzido pela banda e gravado nos Estúdios 15A - Pataca Discos, contando com a colaboração de Tiago Sousa (sound engineering) durante as sessões de gravação, foi misturado por Luís "Walter Benjamin" Nunes e materizado por Rafael Toral. 
Enquanto não chega o novo trabalho deste sexteto YCWCB pode ir ouvindo, ou reouvindo o single/teledisco "Be My World" que anuncia este novo álbum. Vídeo une-se na perfeição à música criada - uma animação que, para alguns, pode levar ao mundo das formas infinitas da geometria analítica e da geometria no espaço numa forma de redes digitais... em sintonia com a base digital da música criada. Uma viagem ao centro da terra YCWCB. A ouvir e a esperar pelo que aí vem

P.s.: Concerto de lançamento do álbum dia 18 de janeiro no Grande Auditório do CCB.

Teledisco "Be My World" © You Can't Win, Charlie Brown)

Voando com Playsam...


Brinquedos em madeira maciça, com o mais depurado dos desenhos e acabamentos, é com a marca sueca Playsam. Aviões cheios de desenhos e informação gráfica? Não é preciso, as crianças têm uma imaginação sem par e… ora diga lá ao Pai Natal para oferecer um destes aos seu pequenos e vai ver um mundo sem fim de histórias que eles vão criar, os vôos que vão fazer, a turbulências que podem apanhar mas que com mão segura (de pilotos experientes como eles) tudo se resolverá e nunca acidentes haverá. Espreite no nosso facebook outro avião de madeira para diversão dos mais pequenos. Bons vôos!

19 dezembro 2013

Música e teatro para a pequenada / Sintra


O Palácio de Monserrate, em Sintra, é palco de duas atividades destinadas aos mais novos. A primeira converte-se numa viagem pela música clássica erudita alusiva à quadra festiva, na companhia de quatros músicos, explorando diversos sons, timbres e ritmos. Um espetáculo musical interativo, ou um concerto para bebés, a partir dos três meses, marcada para as 10.30 horas, do dia 22 de dezembro, no âmbito do ciclo Manhã de Natal da Parques de Sintra. Para assistir são necessários a inscrição e o pagamento prévios (adulto + 1 criança até aos 48 meses = 20 euros / adultos e crianças com mais de 48 meses = 15 euros). 
Quanto à outra, criada a pensar nas crianças com mais de quatros anos, que já não se consideram bebés, trata-se de uma peça de teatro intitulada "Pinóquio: O primeiro Natal", reservada para as 15 horas, do dia 21 de dezembro, no auditório. Um dia especial para o protagonista da história de Carlo Collodi, pois partilha a magia da quadra com os amigos Gepeto, Grilo Falante e Fada Azul. Mas há um pormenor: O público de palmo e meio está convidado a levar um brinquedo usado para a oficina do Gepeto, para uma troca de brinquedos no final. Quanto ao tarifário, este é de 8 euros por participante. 
Uma vez que ambas as atividades infantis requerem inscrição e pagamento prévio, o melhor é contactar a Parques de Sintra através do npa@parquesdesintra.pt ou do 219 237 300.

Angles 9: "In Our Midst" / Clean Feed

"In Our Midst", álbum lançado há não muito tempo pela Clean Feed, é mais mais um que será, com toda a certeza, peça fundamental da coleção de Jazz para os rendidos e apaixonados do improviso de Angles 9. Improviso melodramático, carregado de emotivas interpretações que o tornam um dos álbuns jazz a ter de 2013, ou será este álbum mais do que apenas Jazz? Ouvir "Every Woman is a Tree", "Epileptical West" e "By Way of Deception" é uma viagem por sonoridades fortes que se resumem a uma palavra: única. Música sem palavras, mas com mensagem clara de crítica apenas tocada, que pretende ser um retrato de emoções e decisões do ser humano, é interpretação de músicos de exceção, com atitude vincada, que falam através das notas tocadas. O que podia ser apenas uma balada é, com Angles 9, uma verdadeira sinfonia se sons.
Angles 9 porque John Berthling (SWE) - contrabaixo; Andreas Werliin (SWE) - bateria; Magnus Broo (SWE) - trompete; Mats Äleklint (SWE) - trombone; Mattias Stahl (SWE) - vibrafone; Martin Küchen (SWE) - compositor de Angles e saxofonista; Alexander Zethson (SWE) - piano; Elrik Hegdal (NOR) - saxofone baritono e sopranino; e Goran Kajfes (SWE) - cornett foram um seguro e forte conjunto de nove interpretes, sucedendo ao anterior sexteto, crème de la crème da música nórdica, bom avant-garde jazz e free jazz. Que tal para presente de Natal?

Gravado por Michel W. Huon, masterizado por Jakob Riis, produzido por Martin Küchen e produtor executivo Trem Azul.

Christmas Friends by Lush

Que tal oferecer cinco deliciosas experiências de banho a uma amiga ou à sua irmã? Christmas Friends é o nome sugerido – e muito sugestivo – da Lush cuja lata, de edição limitada criada pela artista Celyn Brazier, guarda uma seleção de balísticas e espumas de banho com fragrâncias únicas e cores gulosas. A saber: as balísticas Bombardino, Snowman e Father Christmas, e as espumas de banho Magic Wand e The Christmas Penguin. Uhm… Boas razões para acordar mais cedo e desfrutar de um banho demorado ou um fim de noite relaxante… Sabe onde encontrar? No Oeiras Parque ou no Amoreiras Shopping Center ou aqui, onde as novidades deste Natal são mesmo irresistíveis!

18 dezembro 2013

2.º Ciclo Internacional de Piano / TAGV e TNSC

Dias 19 e 20 de dezembro, amanhã e sexta-feira, são dois dias dedicados ao piano no Teatro Académico de Gil Vicente (TAGV), pelas 21h30, em Coimbra, evento que se estende ao Teatro Nacional de São Carlos (TNSC), pelas 17h30, em Lisboa. O TAGV e o TNSC juntam-se para continuar a celebração dos 200 anos de nascimento de dois gigantes compositores Wagner e Verdi, no 2.º Ciclo Internacional de Piano. As interpretações que a seguir enumeramos estarão a cargo da Academia Internacional de Música de Coimbra Aquiles Delle Vigne e da Associação António Fragoso. Assim temos:
Dia 19 / 
Wagner/ Liszt - Marcha Solene para o Santo Graal, da ópera Parsifal;
Wagner/ Brassin - Música do Fogo Mágico e Cavalgada das Valquírias, d'A Valquíria;
Liszt - Paráfrase de concerto sobre a ópera Ernani de Verdi; Miserere da ópera O Trovador, de Verdi;
Wagner/ Liszt - Canção de Wolfram à Estrela da Noite da ópera Tannhäuser
Wagner/ Hans von Bülow - abertura da ópera Tannhäuser, piano a quatro mãos.
Dia 20/ 
Wagner - Sonata em Lá bemol Maior, WWV 85 (1853);
Wagner/ Liszt - A Morte de Amor, da ópera Tristão e Isolda;
Verdi/ Liszt - Salvé Maria de Jerusalém, da ópera Os Lombardos da Primeira Cruzada
Liszt - Paráfrase de concerto sobre a ópera Rigoletto, de Verdi; 
Wagner/ Liszt - Balada de Senta e Coro das Tecelãs, da ópera O Holandês Voador;
Liszt - abertura da ópera Tannhäuser de Wagner, paráfrase de concerto.
Duas noites a não perder no TAGV, em Coimbra. A ir!

7 curtas para os mais novos / Caminhos do Cinema Português


Atenção pais, há mais cinema para a pequenada, desta vez em Coimbra. Falamos do festival Caminhos do Cinema Português, que apresenta uma sessão especial dedicada às curtas de animação portuguesas, no âmbito do ciclo "20 Anos de Cinema Português". No alinhamento do programa são exibidas sete curtas metragens: "Zé Pimpão, o acelera", de André Letria, considerado o Melhor Filme Português no Festival Animatu, em 2007; "O paciente", de Pedro Brito; "A fantasista", de André Ruivo, vencedor do prémio Jovem Cineasta Português no Cinanima 2003; "Viagem a Cabo Verde", de José Miguel Ribeiro; "Guisado de Galinha", de Joana Toste, distinguida com o prémio D. Quijote, no Festival Caminhos do Cinema Português em 2009; "O gigante", de José Vanzeler e Luís da Matta Almeida; e "Kali, o pequeno vampiro", de Regina Pessoa. As exibições estão agendadas para amanhã, dia 19 de dezembro, às 22 horas, no Mini-Auditório Salgado Zenha, no edifício da Associação Académica de Coimbra. A entrada é livre. Ainda com desculpas para ficar em casa com os seus filhos? A ir! Informamos que o festival Caminhos do Cinema Português começou a 26 de setembro e decorre até 5 de junho de 2014, durante o qual são projetados 43 filmes selecionados pelo Centro de Estudos Cinematográficos/AAC (Associação Académica de Coimbra) e que passaram ao longo das XIX edições deste evento dedicado ao cinema português.

Foto: "O gigante", de José Vanzeler e Luís da Matta Almeida

Ode ao tempo e ao movimento / Chaumet


A celebração do poder do aço, da poesia do ouro rosa e do brilho dos diamantes A sobriedade de uma jóia criada em homenagem ao tempo e ao movimento contínuo, ora da ilusão criada pelos elos cruzados num grafismo delicado que termina numa pulseira em metal ou em couro, ora dos ponteiros ritmados por uma sucessão de momentos compassados de forma automática. A doce geometria da elegância parisiense convertida na delicadeza do detalhe e na intemporalidade. Assim sãos os relógios Liens da Chaumet. Disponíveis com caixa e coroa de ouro rosa, lunette cravejada com 64 diamantes e pulseira em pele de crocodilo bege (na imagem). Eis um dos seis modelos de caixa redonda cuja pulseira existe também em pele de crocodilo semi-brilhante branco, azul escuro ou chocolate ou em aço polido. Irresistíveis!

Hand made with love / Bazar Short Stories

Nesta quadra festiva as Short Stories "contam-se" no n.º 20A da avenida Guerra Junqueiro, em Lisboa, o atelier de Sandra Nobre, a autora das histórias guardadas em livros personaliados em formato A5 cuja encadernação converte-se numa arte que remonta aos livros antigos. Curiosos? Pois bem, para começar informamos que os produtos são "hand made with love". Senão vejamos a lista das (possíveis) compras para o Natal: As Velas Loreto perfeitas para dar mais cor à mesa da ceia; uma garrafa criada pelos mestres vidreiros da Vista Alegre/Atlantis, com uma mensagem secreta; os Lenços de Namorados, com estórias bordadas pelas minhotas, num ode profunda ao amor; a tradicional bota para colocar os presentes desta feita com notícias do Pai Natal para a pequenada. Eis a oportunidade para adquirir peças exclusivas que aliam o design contemporâneo à tradição, o presente perfeito para familiares e amigos com o selo Short Stories. A ir entre as 11 e as 19 horas, e até ao próximo dia 23 de dezembro. Boas compras!

Foto de Clara Azevedo

17 dezembro 2013

Em concerto: "Delikatessen Café Concerto" / Mísia


Dia 31 de janeiro de 2014, Mísia subirá ao palco do Teatro da Trindade, pelas 21h30, para um concerto de apresentação do seu último álbum de originais "Delikatessen Café concerto". Irá estar acompanhada pelo maestro Fabrizio Romano, num espetáculo intimista, para voz e piano, que se crê ir ser um concerto de encher bem os ouvidos. Neste seu último trabalho Mísia revisita canções que a marcaram e que lhe tocam de forma diferente, é um trabalho com um repertório de travo kitsch e muito cinematográfico… são canções que fazem parte de seu universo afetivo, das décadas de 1950/60. Lembra-se de por aqui falarmos neste novo trabalho de Mísia? Recorde aqui.
Tome nota da data e dia 31 de janeiro, marque presença no Teatro da Trindade.

Pés gulosos com… Lemon Jelly!


Botas de cano alto e meio cano, e botins. Pretos, castanhos, azuis, dourados… rosa, amarelos, azuis turquesa… uma mescla de cores gulosas para animar a estação do inverno que parece ter chegado cedo demais e sem pedir licença! Mas, voltemos às Lemon Jelly. Marca 100 por cento nacional que, ao fim de 40 anos e numa semana deixaram de ser apenas criativos, passando a incrementar o saber fazer aliado à qualidade e, claro, à imaginação! Depois de muito debater, analisar e vasculhar eis que encontraram a fórmula numa fusão de formas, cores divertidas e sabor a limão com doce de geleia convertida numa coleção divertida. Quem disse que os portugueses são sisudos?

Lago dos Cisnes / Entre o real e o irreal


A dualidade entre o possível e o desejável, entre o terreno e o etéreo, num dos mais belos bailados clássicos de sempre. Estreado pela primeira vez em 1877 no Teatro Bolshoi, em Moscovo, “O Lago dos Cisnes”, da autoria de Tchaikovsky, marca os espetadores pela sua sumptuosidade, pela técnica presente nas coreografias e pela sua história. Um príncipe descobre o amor na figura suave e elegante de um cisne e apaixona-se perdidamente. Mas o que ele desconhece é que este mesmo cisne é a transfiguração de uma princesa encantada. O romantismo, a elegância, a poesia da dança, aqui apresentada pela companhia Russian Classical Ballet e que inclui dançarinos dos mais prestigiados teatros de dança, como Kremlin Ballet Theatre, Rimsky – Korsakov Saint Petersburg State Conservatory e Perm Opera & Ballet Theatre, entre outros. 
Apresentação única no dia 21 de dezembro, na Sala Principal do Teatro Aveirense, às 21h30. Peça para maiores de 3 / Plateia 25 / Balcão 22 (com descontos aplicáveis).

Por Helena Ales Pereira 

16 dezembro 2013

Combos de Jazz do Conservatório / OMT


Relembramos os Combos Jazz, no Conservatório de Música de Coimbra, que terminam esta semana, dia 19 quinta feira.
Vizinhos de rua, o Teatrão - OMT e o Conservatório de Música, em Coimbra, são dos que sabem aliar forças e criar projetos juntos, sem medos de perderem identidades tão próprias. Assim, a partilha de espaços, de experiências e de programação faz deles uma força maior de algo que, de modo mais ou menos informal, se vem a realizar há algum tempo... e agora, consolidando esta união é apresentada a realização de três Combos de Jazz, com alunos do Conservatório, no Teatrão - OMT. 
Coletivos que visam proporcionar experiência performativa aos alunos de música, no âmbito do pequeno ensemble, dando-lhes a oportunidade de atuarem perante um público e mostrando o que têm vindo a aprender no jazz. Serão realizados três Combos de Jazz, sempre à quinta-feira, um em cada mês deste outono de 2013. O primeiro será realizado dia 24 de outubro pelas 22h00, e estará a cargo de André Pimenta, Carlos Borges, Diogo Vidal, João Cruz, Maria Nunes e Rodrigo Rama. Os próximos serão realizados a 28 de novembro e 19 de dezembro.
Estes jovens aprendizes vão levar ao palco o som cool de um repertório que inclui os clássicos do cancioneiro americano e composições dos próprios alunos, dando-lhe a si, que não vai faltar, noites de bom som, cheio de swing. Anote na agenda e apareça!

Em estúdio: Flávio Torres

Música que vem da encosta da Serra da Estrela com o embalo que, rapidamente, no cai no goto… melhor, no ouvido. Flávio Torres é cantautor, da Covilhã (porque pela Beira também há gente mui criativa), que cria em português e regressa a estúdio para gravar o seu próximo trabalho de originais - a avaliar por trabalho já submetido à prova do público, promete ser álbum a ter na mira.
Em 2012, Flávio deu-nos "Canções de Bolso". Desengane-se, não há qualquer proximidade a um estilo de resumos de livros ou, no caso, de letras ou acordes; é trabalho preenchido, com espinha dorsal segura. E desengane-se se, aos primeiros laivos, lhe parece um músico de intervenção puro. É errónea a rápida rotulagem ao estilo d'intervenção, seria limitar um projeto que tem um pouco do estilo quando nos entoa "Marcha de Abril" ou "Swing da Corja" (para quem não seja tão quedado ao ritmo, aconselhamos a ouvir na mesma, o swing tem swing) e, e.g., no balanço da voz em "Ó Minha Noite" nos lembra, sem se quer roçar os perímetros limítrofes da colagem, porque Flávio tem identidade definida, o embalo de José Afonso no arranque de "Estrela d'Alva". É quase imperativa a questão quando se ouve esta noite: será que Flávio nos irá brindar, um dia, com música de embalar como a estrela de Zeca… Voltando ao eixo, este cantautor é música de guitarras, contrabaixo e percussões e, mais que tudo, dos amores tidos e achados, perdidos e desencontrados, mas que não esquece vivências e críticas que encaixam em estados da arte atuais, será certo dizer um cantador de histórias? Música sem gongorismos com a letra a ser a batuta.
Flávio Torres levanta-nos a ponta do véu do que vem por aí, nos inícios de 2014, com este trailer, imagem e edição por Sara Afonso, gravado no Attack-Release Studio, em Portalegre, com o produtor João P. Miranda, onde o novo projeto ganha estrutura e corpo. Enquanto o novo álbum não sai, espreite o trailer e relembre "Canções de Bolso" aqui. Bons sons…

Vídeo © Flávio Torres.

Um Natal com assinatura / Bordallo Pinheiro


Porque a família e os amigos merecem presentes especiais. Porque há quem aprecie, e muito, o que de tão bom se faz dentro de portas. Porque existem peças com histórias para contar ao longo dos tempos… a emblemática Bordallo Pinheiro apresenta os primeiros pontos de venda fora das Caldas da Rainha. Curiosos? Então espreitem o 5.º piso do El Corte Inglés de Lisboa e de Gaia. Além das peças alusivas ao Natal, as quais mantêm viva a criatividade e originalidade de Rafael Bordallo Pinheiro, estão as sardinhas, as andorinhas, os sapos, o gato, as jarras… Já agora, veja as novidades da Casa Alegre que está de volta com 13 coleções, da porcelana ao grés, sem perder de vista o vida, a cutelaria e os têxteis para a casa. Boas compras!

13 dezembro 2013

Matrioska / Tiago Guedes / Culturgest


Depois de passar por mais de 120 espaços em onze países de dois continentes, "Matrioska" retoma o palco da Culturgest, onde se apresentou em 2007, num diálogo entre dança e artes visuais. Falamos da peça do coreógrafo Tiago Guedes (Leiria, 1978), a qual explora os medos das crianças – o desconhecido, o escuro, os monstros… –, com o intuito de transformar o gesto num espaço de desafios e expetativas, fazendo com que diferentes camadas da realidade se descubram umas às outras numa espécie de caleidoscópio de imagens e situações. Interpretada por Filipe Pereira e Isadora Ribeiro, "Matrioska" é dirigido ao público jovem, a partir dos seis anos, com uma abordagem elíptica e intuitiva à dança. Para ver amanhã, em família, numa das duas sessões (às 14.30 e às 16.30 horas), na Culturgest, em Lisboa. Quanto aos bilhetes, cujo preço varia entre os 3,5 euros (por pessoa) e os 2,5 euros (para grupos organizados), adquire-os aqui

Foto de Dewi Glyn Jones

New EP: "Vem Por Aqui" / Ermo

Ermo, formado por António Costa e Bernardo Barbosa, é novo trabalho na música nacional. Claramente nos novos caminhos de uma eletrónica minimal dominante a que se juntam voz e vozes em jeito de cântico da terra, cânticos ibéricos (que se esbatem ligeiramente na segunda música onde sente uma onda um pouco mais pop a tomar as rédeas). O EP "Vem Por Aqui" apresenta-se com músicas onde o compasso não tem grandes variações, despojado, um ritmo que por vezes se torna um pouco repetitivo, e letras que à quinta e sexta música encontram, definitivamente o que se sente das vozes, um cantar da terra... "quão verde é este meu vale onde eu vivi..." e "terra de pais, terra de mães, esqueço a saudade não chorem por mim...", uma voz que canta histórias e vivências.  Já no fim, "Projéctil" é algo que soa a experimentalismo com lírica que causa estranheza e no fim, "Pangloss" a voz cai num registo falado inquieto e, quiçá, de revoltoso, ao início, apaziguado a meio de novo acompanhado por um ritmo eletrônico que, do início ao fim, se mantém num registo repetitivo, num compasso talvez demasiado simples. Ermo são um cantar da terra não no sentido tradicional, mas numa linguagem nova, original. A descobrir se tem no experimentalismo de eletrónica um som de que é fã e nos cânticos contemporâneos uma curiosidade. Sons nacionais a que não se fica indiferente.

Novas danças / Lisboa e Porto


Dez anos depois da criação do projeto Materiais Diversos, o coreógrafo Tiago Guedes apresenta “Hoje”, uma criação que pretende reveler um novo ‘eu’, a sua forma de estar num tempo, rodeado por todos aqueles com quem trabalha. Passaram cinco anos após a sua última coreografia, “Coisas Maravilhosas”, apresentada na Culturgest, em 2008.
“Hoje vivemos tempos conturbados. Não sabemos bem onde pomos os pés e que textura tem esse terreno. Umas vezes é sólido, outras lamacento, outras de areias movediças. Este é um dos pontos de partida: um grupo de jovens bailarinos pisa um chão incerto, um chão que é transformado e os transforma pelo peso que exercem sobre ele. Neste palco falar-se-á de instabilidade, manifestação, contestação, reivindicação, decisões conjuntas, mobilização e confrontação”, diz Tiago Guedes a propósito deste “Hoje”. Este espetáculo integra o Ciclo 2003 – 2013 / Materiais Diversos, que apresenta ainda “Um Solo” e “Matrioska”, que celebra a obra coreográfica do seu diretor artístico Tiago Guedes.
Para ver:
• dias 6 e 7 de dezembro, no Grande Auditório da Culturgest, às 21h30 (preço: 12€; até aos 30 anos: 5€);
• dias 13 e 14 de dezembro, no Teatro Nacional São João, no Porto, às 21h30 (preços: de 7,5€ a 16€ - descontos aplicáveis).

Por Helena Ales Pereira 
Atualizado com novas datas.

Em concerto: Playing For Change

Playing For Change estão de regresso a Portugal para dois concertos de Natal. Playing For Change é um movimento multimedia que teve a sua origem em 2004 quando o produtor Mark Johnson, vencedor de um Grammy, promoveu uma jornada musical para descobrir músicos de rua à volta do mundo, unindo posteriormente as suas vozes. Quase dez anos passados e o projeto não pára de crescer, e já foi, inclusive, criada uma Fundação e construídas escolas em todo o mundo para dar formação a talentos que de outra forma não conseguiriam chegar ao ensino da música e, certamente, se perderiam. 
Este movimento, que conta já com participações de artistas como Maroon 5, Bono Vox, Manu Chao ou Keith Richards, traz a Portugal interpretações de clássicos como "Stand By Me", "Gimme Shelter", "Sitting On the Dock Of The Bay", entre muitos outros, e vem com 11 músicos de todo o mundo: Grandpa Elliot (EUA); Clarence Bekker (Holanda); Titi Tsira (África do Sul); Tula (Israel); Mermans Monsego (Congo); Jason Tamba (Congo); Roberto Luti (Itália); Peter Bunetta (EUA); Orbe Ortiz (Cuba); Keiko Komaki (Japão) e Francois Viguie (França). Playing For Change é um projeto musical que espalha música pelas ruas e que muito brevemente terá álbum editado "PFC3" com o contributo de músicos portugueses Paulo das Cavernas e Edu Mundo (que fará a primeira parte dos concertos).
18 de dezembro no Teatro Tivoli BBVA, em Lisboa; 19 de dezembro Sala Suggia - Casa da Música, no Porto. Anote na agenda e apareça!