The Imaginary Life of Rosemary and Me é o último e mais pessoal trabalho de Walter Benjamin a ser lançado, neste abril. São oito canções a tocar na Our imaginary house, com um High speed love que, simplesmente, não pode abrandar porque Twenty four horas, entre Airports and broken hearts, na Your house e Under your dress, não são suficientes para ouvir, em modo contínuo, este álbum, Mary. Com voz grave, murmurada, sussurrada, passando porque uma pop atrevida, mergulhando num tropicalismo e terminando num aroma folk, Walter Benjamin (com a sua banda de sempre, não fossem eles os seus "most wanted friends") escreveu e gravou este álbum no estúdio 15A, em Lisboa, intercalando com um quarto, em Londres. Indo beber às mais diversas fontes como Dylan ou Cohen, Beatles ou Beach Boys, Phoenix ou LCD Soundsystem, Jobim ou Buarque, Yo la Tengo ou Beck... Benjamin cria uma identidade muito própria, num álbum curto, mas surpreendentemente rico e genuíno. A ter debaixo do ouvido: The Imaginary Life of Rosemary and Me,Pataca Discos.
Há um pouco de tudo. Documentários etnográficos, filmes sobre o trabalho artístico, os que abordam o mundo rural, os pessoais, cinema experimental ou de montagem sobre arquivo… Falamos do Panorama 2012 – 6ª Mostra do Documentário Português, que abre portas às 21 horas, de 13 de abril, no Cinema São Jorge, em Lisboa, com uma sessão “histórica” dedicada à "Imagem Muda", tema dos Percursos no Documentário Português, recriando o ambiente vivido em Lisboa, no V Congresso Internacional da Crítica, em Setembro de 1931. No âmbito da abertura, está programado o visionamento de "Nazaré, Praia de Pescadores", de Leitão de Barros (1929) e de "Alfama, a Velha Lisboa", de João Almeida e Sá (1930), ambos acompanhados, ao vivo, pelo projeto musical Noiserv, e de "Douro, Faina Fluvial", de Manoel de Oliveira (1931), com a banda sonora original de Luís de Freitas Branco. A decorrer até 21 de abril, o Panorama 2012 exibe 75 filmes em 25 sessões, no Cinema São Jorge e na Cinemateca Portuguesa – Museu do Cinema, entre os quais constam seis primeiras obras e nove filmes em estreia. Já os Percursos no Documentário Português apresentam 26 curtas e 1 longa. A não perder!
O clássico temperado de gramática barroca que encontra um contemporâneo eclético sofisticado... The Ritz-Carlton Moscovo, Rússia. A sua localização não podia ser mais perfeita, no coração da grande capital russa, num espaço carregado de simbolismo, de uma história com coroações, conflitos e celebrações, no epicentro da cultura moscovita, nos limites da Praça Vermelha. Um luxo complexo, carregado de voltas e contravoltas, de volutas e cornucópias, de mármores e veludos, dourados e negros, mas também de retas, de formas puras, de geometrias simples, minimais, de estruturas avant-garde. Se o lobby, os quartos e outros espaços se apresentam com uma linguagem de profundo classicismo, o SPA e o O2 Lounge - Rooftop Terrace com vistas de arrasar para o Kremlin e Praça Vermelha, revelam a capacidade de um espaço se reinventar, de contrastar, de se complementar com estéticas tão díspares. Um hotel carregado de estrelas, um hotel de referência, um hotel de excelência do luxo. Porque temos de ser mutantes e viajar do clássico ao futurista, e porque quando isso acontece no mesmo espaço, ficamos, nem que seja, por uma noite, em Moscovo.
O salão nobre do Teatro Nacional D. Maria II, em Lisboa, recebe o tão aguardado tributo ao ator, encenador e declamador português João Villaret. Um espetáculo com dramaturgia e direção de Carlos Paulo, em que são recriados os grandes momentos daquele que foi o protagonista do teatro popular em meados do século XX, sem esquecer os poemas escritos por António Botto e António Lopes Ribeiro, entre outros, os quais foram declamados nos seus inesquecíveis recitais. Uma viagem pela vida de João Villaret, em cena, às 19 horas, de 10 a 17 de abril. A não perder, até porque a entrada é livre!
A experiência na vertente tecnológica da Polaroid Eyewear combinada com a presença internacional do Grupo Sáfilo traduz-se no contributo magistral para o prestígio e o fortalecimento de ambas as empresas no mundo. Estão dados os passos para alcançar novos objetivos a nível mundial. Afinal, o portfolio do Grupo Sáfilo acaba de incrementar a liderança e a qualidade com a entrada da Polaroid Eyewear, líder na ótica e na tecnologia de lentes. Um look perfeito com uma visão perfeita… no mercado global de eyewear, claro está!
Doze músicas para doze anos de existência da banda de Coimbra: a Jigsaw. Drunken Sailors & Happy Pirates tem recolhido as melhores e mais exigentes críticas por aqui, por ali e por além. Quem ouve o novo disco, do primeiro ao último minuto, entende, ao primeiro acorde, a razão. Indie folk maduro e distinto, composto por três multi-instrumentalistas - João Rui, Jorri e Susana Ribeiro, com sonoridades que ficam a tocar no (m)ar blue(s), a navegar, mesmo quando o disco termina. A primeira edição, deste último trabalho dos a Jigsaw, esgotou rapidamente... Porém, ninguém ficará sem navegar com estes Drunken Sailors pois, em Fevereiro, o início da Tour Ibérica (e mais além) coincidiu com o lançamento da segunda edição, para quem deixou, sem querer, escapar a primeira embarcação destes Happy Pirates. Para aguçar a vontade de içar as velas e navegar por este mar de bom som, deixamos o teledisco - The Strangest Friend.
O Teatro do Campo Alegre, no Porto, é, uma vez mais, palco de um espetáculo para escolas e famílias. Construído a partir do universo poético de Manuel António Pina, "O que vai na cabeça do menino Manuel" retrata a história protagonizada por um ator e um músico, que apresentam um recital de poesia, mas acabam por se envolver num universo infantil de brincadeira, ligado à aprendizagem, ao mundo onírico das palavras e dos números. Os dois amigos confrontam-se com os seus anseios, desejos e medos. Criam códigos secretos, personagens imaginárias e jogos, onde os poemas se libertam da cabeça do menino Manuel. A peça é estreia absoluta no próximo dia 19 de abril e está em cena até 22 do mesmo mês. Uma excelente recomendação para quem vive na cidade ou está no Porto por esses dias. A não perder!
É, sem dúvida, uma das mais famosas peças de design de Charles and Ray Eames, criada em 1956. Hoje, é um clássico na história do design moderno, é uma peça intemporal. É dos anos 50, do século XX, é de hoje e para amanhã. Uma lounge chair, com ottoman, que alia, na perfeição, estética, conforto, forma e função, com materiais e fabricação de excelência. E como os clássicos também se adaptam à evolução dos tempos, esta lounge chair tem agora disponível um modelo para os mais altos, ajustando assento e peças do espaldar para garantir, aos mais altos, o máximo conforto, sem mudar a estética, deste clássico. Uma poltrona apetecível para o fim de semana de Páscoa que já espreita... Para os grandes e para os mais pequenos, by Vitra.
Ensinar as crianças a andar de bicicleta. Mostrar os patos dos avós. Coisas simples que enriquecem o saber dos mais novos e que são, muitas vezes, esquecidas pelos adultos. Porque, afinal, nem tudo se aprende na escola. Por isso, a Planeta Tangerina lança um livro que fala de uma bicicleta e de patos. "Nunca vi uma bicicleta e os patos não me largam". Uma abordagem divertida e educativa sobre o que é mesmo importante para o conhecimento adquirido na infância. Com texto de Isabel Minhós Martins e ilustrações de Madalena Matoso. Boas leituras!
A José Maria da Fonseca acaba de lançar a nova colheita de Periquita Reserva - o Periquita Reserva 2009 - uma colheita que reúne as tradicionais castas Castelão (45%), Touriga Nacional (31%) e Touriga Franca (24%). É como uma jóia, de cor rubi intenso, onde aromas de amoras, framboesas, especiarias, violetas, cassis, cereja, baunilha, café e até madeira, nos conquistam num ápice. Depois vem o paladar que se rende ao frutado, subtil, com uma acidez bem controlada e com taninos suaves. Este Reserva 2009 é ideal para acompanhar carnes vermelhas, caça ou uma irresistível tábua de queijos. Façamos um brinde ao rubi, da JMF.
Para anotar na agenda: duas datas, dois lançamentos, duas exposições. A Joelho | Revista de Cultura Arquitectónica, da editorial e|d|arq, coordenada por Alexandre Alves Costa e Domingos Tavares, lança o seu número 3, com o título: "Viagem-Memórias: Aprendizagens de Arquitectura". No dia 10 de abril, às 18h00, é lançado em Coimbra este novo número, na sala 2, do Departamento de Arquitectura, da Universidade de Coimbra. No mesmo dia e local inaugura a exposição: "Viagem: à memória de Fernando Távora"; ambos os eventos com apoio e enquadramento na XIV Semana Cultural da Universidade de Coimbra. No dia 12 de abril, pelas 18h00, é lançado no Porto, na Galeria de Exposições da Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto, junto com a inauguração da exposição "Memórias: razões e sentido de uma aprendizagem em arquitectura"; ambos os eventos com o apoio da FAUP. Exposições e leituras que vai querer ver e ler, dos mundos sem fim da arquitetura.
A portuguesa Murmur, com design de Ana Ribeiro, volta-se para os muito, muito pequeninos e lança o berço Cabaninha, desenhado para bebés até aos 6 meses de idade. Como o próprio nome sugere, o berço teve inspiração no desenho de cabanas, de refúgio, aqui para os bebés. Com 4 longas pernas, que se contrariam na direção a tomar, o berço parece estar, mas não está, em desequilíbrio; ideia que é reforçada pelas desorganizadas ripas a todo o perímetro do Cabaninha. Ao desenho original junta-se a simplicidade dos materiais e cores escolhidas... Cumprindo todas as normas de segurança, aplicáveis ao mobiliário infantil, este berço é uma doçura de design, para as doçuras dos pais.
Imagem: Artur Barrio. No dia 13 de abril, no Museu de Arte Contemporânea de Serralves, inauguram três novas exposições de Artur Barrio, Ricardo Valentim e Mathieu Abonnenc. Com Artur Barrio veremos "Navegações/ Divagações... Por entre escolhos e baixios..."; Barrio irá "fazer sua" a Sala Grande do Museu, reinventando-a com um novo projeto, especificamente criado para este espaço portuense, que vai sendo alterado durante as várias semanas de exposição. Ricardo Valentim apresentará "Crescimento e Cultura" e será a primeira oportunidade do público nacional ver e sentir o seu trabalho gráfico, produzido nos últimos anos; a mostra de Ricardo Valentim conta com projetos expostos em eventos internacionais e com dois inéditos, criados a pensar nas salas do Museu de Serralves e no seu Auditório (filme). Por fim, Mathieu Albonnenc com "To Whom who keeps a record", a primeira exposição do artista francês em Portugal; um artista interessado no movimento de libertação das ex-colonias portuguesas, que apresenta uma série de trabalhos inéditos, pensados exclusivamente para esta exposição, em Serralves. São exposições diversas, com diferentes temas abordados. São momentos de cultura, que pode vivenciar, até julho, no Porto.
Uma antologia poética composta por 13 poemas. 13 luas, como no calendário lunar. Esse ser mutante que muda a face de espelho circular a cada semana que passa… Ritmos lunares que dão tempo ao tempo poético de um dos maiores vultos da poesia portuguesa: Florbela Espanca. O convite à leitura de um poema por dia, semana ou mês lunar. De cada vez que se envolver nas páginas, deixe-se levar pelas ilustrações, que são, nem mais nem menos, a leitura de Joana Rêgo em relação à palavras da poetisa. O deleite dos nossos olhos… Com edição literária de Margarida Noronha e Joana Rêgo. Da Kalandraka.
Nasceram em 2002, precisamente na mesma semana que os Pluto, e têm Manuel Cruz na voz, dos Ornatos Violeta; Ruca Lacerda na guitarra, quem teve a iniciativa de criar a banda; Eurico Amorim nos teclados e Miguel Ramos no baixo, ambos dos Insert Coin, e o Francisco das Amarguinhas. Em 2006 iniciam o processo de gravação do disco, com uma paixão imensa pela experimentação de novas sonoridades e com um prazer extremo no ato de criar. Foram surgindo novas canções, canções transfiguradas, com a vontade sempre presente de as tocarem ao vivo, nos palcos. Muito trabalho, muitas notas tocadas e eis o "Nada é possível"! Dez anos depois de terem nascido, os Supernada, editam o primeiro trabalho. Como "presente" de apresentação a banda dá-nos uma nova roupagem ao single de avanço, com um teledisco. Fugindo ao comum, estes portuenses Supernada juntaram-se em estúdio, gravaram e filmaram ao vivo o tema "Arte Quis Ser Vida". Desta experiência resultou um teledisco do single com uma leitura totalmente diferente da editada no álbum e um momento irrepetível. Um trabalho para descobrir, de uma banda nacional!
Cabaret é a mais recente criação do filipino Kenneth Cobonpue, designer que não nos deixa indiferentes, com as suas surpreendentes criações. Disponível em vários formatos, sofás e poltronas, esta coleção Cabaret, como é norma no trabalho de Cobonpue, busca inspiração nos ofícios tradicionais na forma de trabalhar e reinterpretar as matérias e técnicas utilizadas... Repare só nos nós e nos entrelaçados da imagem, excelente domínio e uso da técnica. Dentro de casa em tecido de poliéster e espuma reticulada; fora de casa em tecido acrílico e espuma reticulada. Dentro em carvão, ameixa e creme; fora em cinza, amarelo claro e prata. Uma boa escolha de formatos, matérias e cores que o vai deixar sem desculpas para não ter o seu Cabaret!
Foscarini lança novos candeeiros para a parede, também designados por: apliques! Fold, assim se chama um dos mais recentes candeeiros da italiana Foscarini. Leves, discretos, minimais. Como uma folha branca que se dobra, que parece saída da parede... Uma luz difusa que é não só decorativa, mas também útil. Em polietileno e metal cromado ou lacado, Fold é, sem dúvida, um aplique que fica bem aplicado, sozinho ou acompanhado, em quase todos os espaços!
Globo de Ouro (Melhor Filme Estrangeiro), Urso de Ouro (Melhor Filme, Melhor Ator, Melhor Atriz), Critic's Choice Award (Melhor Filme Estrangeiro), National Board of Review (Melhor Filme Estrangeiro) e Oscar em 2012 (Melhor Filme Estrangeiro) - Uma Separação, do cineasta iraniano Asghar Farhadi. Filme aclamado pelos críticos e pelo público, coleciona prémios e espectadores. Um filme sobre um divórcio e um caso de tentativa de assassinato posterior, este filme tem sido elogiado como "uma crítica complexa à sociedade iraniana contemporânea". Um filme assim, não pode perder... Aproveite, se estiver em Coimbra, no dia 9 de abril, pelas 21h30, para ver o filme Uma Separação, no Teatro Académico Gil Vicente - TAGV.
São horas. São horas divertidas. São horas divertidas para miúdos. São horas divertidas para míudos e graúdos. São horas divertidas para miúdos e graúdos, de George Nelson! Design dos anos 60, design que ainda é de hoje. Um mocho, entre outros bichos, que vai dar sábias horas aos mais pequenos, porque os graúdos não vão resistir. George Nelson para a Collection Vitra Design Museum. Não se atrase no espaço dos miúdos!
A ideia base é simples: fugir à tradicional poltrona de formas estandarizadas, sem perder o conforto que está, por norma, associado a essa peça. Waver, desenhada por Konstantin Grcic, para a Vitra, abraça uma nova estética, recorrendo aos materiais e princípios dos desportos ao ar livre. É uma poltrona muito sporty, onde os tecidos escolhidos oferecem o máximo conforto e as cores dão o humor necessário. Leve, confortável e com garantia Vitra... A cadeira para o final da tarde, depois do seu jogging.