Desordenado, descentrado, ameaçador, periférico, diferente. Ser marginal nas práticas sociais, nas formas artísticas ou nos projectos políticos. A tradução de uma posição negativa, por oposição ao que se apresenta como central, dotado de força e de exemplaridade.
Assim é o mês de maio dos Ciclos de São Vicente da Colecção B, em Évora, sob o tema Marginalidades", que recebe o teatro de marionetas "Prometeu", a figura mítica da transgressão, agendado para as 22 horas dos dias 9 e 10 de maio, na igreja de São Vicente. Segue-se "À prova de fogo e de bala". Uma exposição de foto-pinturas de Andrea Inocêncio, dedicada à figura feminina e à busca de uma sua conceção de heroína. Com inauguração marcada para as 18 horas de 11 de maio e a visitar até 17 de junho. O dia 11 acaba com uma performance de 2 artistas, 2 mulheres, 2 tempos, com "¿Quiero ser rubia?", de Analía Beltrán i Janés, e "Transcorporação", de Andrea Inocêncio; às 22 horas. "Os meus bonecos", de Noémia Cruz, é uma exposição patente de 17 de maio a 1 de julho, no Museu Nacional Arqueologia, onde a artista reinventa os bonecos tradicionais através da sua estética pessoal.
E eis que chega mais uma etapa do ciclo de cinema dedicado às muitas faces da marginalidade associada às sexualidades, entre 18 e 20 de maio, no Auditório Soror Mariana. Mas há também Cinema no Largo, com curtas do cinema mudo, acompanhado de música ao vivo, nos dia 22 e 29, às 22 horas, no Largo de São Vicente. E Noites com Leituras, para ler velhos manuais de saberes em (des)uso, às 22 horas de 23 de maio. Um ciclo cultural que não está à margem do singular. A ver, ouvir, visitar, esmiuçar… Apareça!

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